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PANE SECA!

PANE SECA!

Depois da greve dos caminhoneiros, em que muitos brasileiros percorreram postos atrás de combustível, criou-se o hábito de guardar um galão vazio dentro do porta-malas. Acontece que, as regras para abastecimento fora do tanque são claras e preveem penalidades para o posto que colocar diesel, gasolina ou etanol em embalagens não certificadas. 

Segundo o revendedor Roberto Salgado Antunes, proprietário do Portal do Gonzaga, a procura por combustível em recipientes inapropriados é constante e causa transtornos. “Infelizmente ainda são bem comuns os casos de pane seca. E, pela norma não ser muito divulgada, os clientes acham que abastecer em embalagem certificada é exigência do posto. Mas não é. Por isso, sempre tenho à disposição a norma ABNT para que os consumidores consultem. É uma forma de evitar problema”.

Antunes conta que a maioria dos clientes cujos carros estão em pane seca já aparece no posto com garrafas pets ou embalagens de produto de limpeza. “Temos o galão certificado para venda. A maioria compra, mas tem uma minoria que reclama do valor. Muitas vezes, o cliente só quer 1 litro. E ele não aceita ter que pagar R$ 12,00 pela embalagem mais o valor do litro da gasolina. Aí eles desistem e vêm empurrando o veículo até o posto”. 

Por mês, o Portal do Gonzaga vende em torno de 60 galões.

Zona Noroeste
Flávio Ribas de Souza é proprietário do Auto Posto Linha Um, na Avenida Nossa Senhora de Fátima, em Santos. Segundo ele, a localização influencia na procura pelo combustível em galão. “Por ser uma região mais pobre, a procura é bem intensa. O cliente deixa a gasolina acabar para, então, abastecer. Isso quando não chega empurrando o carro. Até os abastecimentos lá são menores”.

Pela pane seca entre esses consumidores ser corriqueira, Ribas explica que muitos já chegam com o galão certificado em mãos. E, mesmo assim, o Linha Um chega a vender 30 recipientes por mês. O problema, segundo ele, é explicar para os que chegam com garrafa pet que o abastecimento não pode ser feito. “Infelizmente, eles mal têm dinheiro para um litro de gasolina, quanto mais para o galão”. 

O que diz a lei?
A portaria do Inmetro determina que os recipientes devem ser fabricados para o fim específico de transporte de produtos perigosos e, ainda, que tenham a certificação. Já a norma da ABNT obriga a fabricação da embalagem com material plástico rígido ou metálico e que seja reutilizável apenas para o uso de combustível.


Procedimentos para abastecimento de galões
Norma ABNT NBR 15.594-1: 2008

1 Os recipientes com capacidade inferior ou igual a 50 litros devem ser abastecidos fora do veículo, apoiados sobre o piso, com a vazão mínima da unidade abastecedora e embutindo ao máximo possível o bico dentro do recipiente. O escoamento do produto deve ser direcionado para a parede do recipiente.


2 O abastecimento de volumes superiores a 50 litros deve ser feito em recipientes metálicos certificados pelo Inmetro e pode ser feito sobre a carroceria do veículo, desde que garantida à continuidade elétrica do aterramento, durante o abastecimento, através de no mínimo o contato do bico com o bocal do recipiente. Deve ser direcionado o escoamento do produto para a parede do recipiente, para que seja descarregado próximo ao fundo, de forma a minimizar a geração de eletricidade estática.

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